quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O ALMOÇO. Crato. 1988.

Havia pouco mais de um ano que eu fora ordenado Sacerdote. Fui indicado por Dom José Eustáquio, meu amigo e Bispo do Maranhão, para oficiar um casamento em Juazeiro do Norte. Após uma noite de viagem cheguei naquela cidade, feliz por celebrar o casamento e também pela oportunidade de rever a familia de Dona Judith e do Sr. Antônio Fulgêncio, na cidade vizinha, o CRATO.
Assim no dia seguinte a cerimõnia religiosa, fui com alegria recebido pela família Fulgêncio de Lima e logo de cara, Dona Judith me questionou sobre minha opção para o Menu do almoço;
- Galinha cozida ou assada?
Fiquei sem jeito e simplesmente disse; - Qualquer opção, gosto dos dois jeitos. Ela insistiu, uma, duas, dez vezes.
Eu sempre dando a mesma resposta. Até que tomei coragem e disse:
- Pode ser cozida.
Ao que ela retrucou: Vai comer assada, pois só temos desse tipo.
Confesso que tentei manter a pose, mas a risada geral de seus filhos, me fez rir daquela situação. Era o estilo de Dona Judith em ação.

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