Estava com uma fome terrível e não podia me atrasar para o compromisso. Os noivos mas do que nunca haviam insistido que eu deveria está as 19 hs no local da cerimônia, prevista para começar no máximo as 19:30.
A maioria dos convidados eram paraguaios, pois a noiva era uma jovem Paraguia.
Não tomei nenhum lanche antes de sair de casa. Mas pensei, hoje eu fico após a cerimônia e janto por lá mesmo.
Chegando ao local, ainda se fazia a ornamentação, nada pronto...pensei é hoje... E de fato com quase duas horas de atraso é que começamos o casamento. Tudo muito bonito, noivos, convidados, decoração, etc.
Terminada a cerimônia, procurei um lugar confortável para sentar-me e eis que chega o noivo, muito gentil e simpático.
---Muito obrigado, foi linda a cerimônia.
E logo em seguida começa a me dirigir a algum lugar, pensei, deve me levar para tirar algumas fotos. Chegamos na porta da casa, ele diz:
- Boa noite, depois o visito em sua igreja.
Ao que eu respondi: O Que???? Eu ficarei para jantar, pois estou com fome.
Ele ficou envergonhado e pediu mil desculpas e explicou que comoeu havia chegado cedo demais, e o horário previsto era pelo fuso horário do Paraguay, ele pensava que eu teria outro compromisso naquela noite.
E eu disse:
- Meu único compromisso agora é matar essa fome imensa.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
CAMINHÃO BOIADEIRO - 1992
Em 1992, Eu era o administrador da Diocese e Pároco em Cascavel - PR, o jovem diácono Valdir Irineu Backmann que estava em Guaíra, seria transferido para a Paróquia de Luiziania, tão logo fosse ordenado presbítero. Resolvemos então ir conhecer sua futura comunidade. Fomos de Cascavel a Campo Mourão, e de Campo Mourão, somente haveria ônibus mais tarde, e tínhamos pressa e queríamos economizar dinheiro. Pegamos um ônibus que nos levou até o trevo, pensando em de lá tomarmos uma carnoa até a Cidade de Luiziana. Mas lá chegando já escurecia e nada de pararem para nos darem carona. O dinheiro como sempre era pouco e já escurecia, mesmo informados que estavamos longe, resolvemos ir a pé, rezando por uma ajuda no percurso. Malas nas mãos, batinas e muita fé. Mas nada aparecia, só passavam em alta velocidade. Afinal quem pararia para dosi loucos naquela situação?
Um caminhão boiadeiro, finalmente aparece, ficamos alegres e corremos até a cabina, mas estava cheia (umas 3 pessoas a bordo). O Motorista pergunta quem somos e para onde íamos, ao que respondi fazendo as necessárias apresentações. Com boa vontade, mas constrangido ele explica que não podia nos atender. Eu pedi para irmos atrás, pois a gaiola não levava nenhum boi. Ele desce do caminhão e mostra a situação. Lá atrás tudo sujo (esterco de boi), e ainda um cachorro ferroz amarrado numa corda. Resolvemos ir assim mesmo, pois estávamos cansados e sabíamos que ninguém iria nos ajudar naquela hora. Assim, embarcamos. Tínhamos que ir em pé, apoiados nas tábuas e com as malas nas cabeças, pois o piso era imundo. O Cachorro latia sem parar e queria romper a corda...se ele se soltasse estaríamos perdidos, pois não haveria como fugirmos da "Gaiola". Me arrependi da ideia, mas quando vimos já lá estávamos 'presos" os três, um padre, um diácono e um cachorro. Eu rezava, "Senhor que esse cachorro não se solte". O Meu colega de infortunio rezava "Senhor, se ele se soltar que vá no padre, pois ainda quero ao menos ser ordenado padre". Enfim, após muitas preces e sustos e sobretudo sujos, chegamos a Luiziana. Depois essa aventura virou lenda e alguns nem acreditam que nos arriscamos assim. Mas tudo pela Igreja.
Um caminhão boiadeiro, finalmente aparece, ficamos alegres e corremos até a cabina, mas estava cheia (umas 3 pessoas a bordo). O Motorista pergunta quem somos e para onde íamos, ao que respondi fazendo as necessárias apresentações. Com boa vontade, mas constrangido ele explica que não podia nos atender. Eu pedi para irmos atrás, pois a gaiola não levava nenhum boi. Ele desce do caminhão e mostra a situação. Lá atrás tudo sujo (esterco de boi), e ainda um cachorro ferroz amarrado numa corda. Resolvemos ir assim mesmo, pois estávamos cansados e sabíamos que ninguém iria nos ajudar naquela hora. Assim, embarcamos. Tínhamos que ir em pé, apoiados nas tábuas e com as malas nas cabeças, pois o piso era imundo. O Cachorro latia sem parar e queria romper a corda...se ele se soltasse estaríamos perdidos, pois não haveria como fugirmos da "Gaiola". Me arrependi da ideia, mas quando vimos já lá estávamos 'presos" os três, um padre, um diácono e um cachorro. Eu rezava, "Senhor que esse cachorro não se solte". O Meu colega de infortunio rezava "Senhor, se ele se soltar que vá no padre, pois ainda quero ao menos ser ordenado padre". Enfim, após muitas preces e sustos e sobretudo sujos, chegamos a Luiziana. Depois essa aventura virou lenda e alguns nem acreditam que nos arriscamos assim. Mas tudo pela Igreja.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O Casamento. Maracanaú 1987.
O Pe. João Batista me havia convidado para ajudá-lo numa "desobriga", pois se previa muitos batizados, primeiras comunhões e casamentos. Lá chegando, comecei a providenciar as anotações dos casamentos. Havia ao lado da mesa, um casal bem idoso. Os noivos chegavam e eu eu conferia os papéis e a ata adrede preparada. Mas aqueles idosos em pé ao meu lado, me deixavam incomodados pois eles estavam ali já há um bom tempo. Comecei a conversar com eles. De onde eram, que idade tinham (89 anos temos nós dois, respondeu a senhora). Dai perguntei: São avós de algum dos noivos? Ela (a senhora falava mais), Não senhor.
São os pais? Não senhor.
Ahhh...são só padrinhos ou convidados? A senhora responde forte e alto: Não, somos noivos e vamos nos casar.
Passeis a buscar a ata de casamento e nada mais disse e nem me foi perguntado. Aprendia mais uma lição naquela manhã.
São os pais? Não senhor.
Ahhh...são só padrinhos ou convidados? A senhora responde forte e alto: Não, somos noivos e vamos nos casar.
Passeis a buscar a ata de casamento e nada mais disse e nem me foi perguntado. Aprendia mais uma lição naquela manhã.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A Moribunda - 1988
Pela primeira vez eu acompanhava Dom José Eustáquio a Lago da Pedra. Uma belissima igreja, lotada. Muitos fiéis, batizados, bênçãos.
Ao final, enquanto providenciava alguns detalhes Dom José, me pede para ir visitar uma enferma que há muitos anos jazia enferma, prostada numa cama e que todas as semanas ele ia abençoar. Fui a pé, era uma casa próxima a igreja.
Entrei no quarto, uma senhora de avançada idade estava a muitos anos em verdadeiro estado vegetal. Não sabia sequer o que fazer.
Imaginei ministrar a Unção dos Enfermos, mas como? A pobre enferma não tinha qualquer conhecimento de nossa existência. Iniciei todo o ritual. O fiz com profunda piedade e reverência. A família ficou verdadeiramente agradecida.
Fomos embora, na semana seguinte voltei atendendo mais uma vez a Dom José. Mas dessa feita eu vinha sozinho. Cgehando na igreja havia mais gente, muita gente.
Fiquei assustado. Comecei a anotar os batizados...e de repente alguém pergunta por Dom José.
Eu explico que ele não viria e sim seria eu o celebrante. A mulher grita, é o Padre Santo....
Santo???? Pensei eu...o que fiz? E a mulher explica, sabe padre, o senhor foi visitar a mamãe na semana passada...e passou a explicar o sucedido, mas eu não a ouvia mais, pensei envaidecido; A mulher foi curada, milagre!!!!!.
E a filha da mulher me explicava: Foi só o senhor sair lá de casa e ela morreu, o Senhor é um Santo!!!!
E assim soube que meu "milagre" foi fazer a Moribunda partir em paz.
Aprendia um pouco mais na caminhada de jovem padre.
Ao final, enquanto providenciava alguns detalhes Dom José, me pede para ir visitar uma enferma que há muitos anos jazia enferma, prostada numa cama e que todas as semanas ele ia abençoar. Fui a pé, era uma casa próxima a igreja.
Entrei no quarto, uma senhora de avançada idade estava a muitos anos em verdadeiro estado vegetal. Não sabia sequer o que fazer.
Imaginei ministrar a Unção dos Enfermos, mas como? A pobre enferma não tinha qualquer conhecimento de nossa existência. Iniciei todo o ritual. O fiz com profunda piedade e reverência. A família ficou verdadeiramente agradecida.
Fomos embora, na semana seguinte voltei atendendo mais uma vez a Dom José. Mas dessa feita eu vinha sozinho. Cgehando na igreja havia mais gente, muita gente.
Fiquei assustado. Comecei a anotar os batizados...e de repente alguém pergunta por Dom José.
Eu explico que ele não viria e sim seria eu o celebrante. A mulher grita, é o Padre Santo....
Santo???? Pensei eu...o que fiz? E a mulher explica, sabe padre, o senhor foi visitar a mamãe na semana passada...e passou a explicar o sucedido, mas eu não a ouvia mais, pensei envaidecido; A mulher foi curada, milagre!!!!!.
E a filha da mulher me explicava: Foi só o senhor sair lá de casa e ela morreu, o Senhor é um Santo!!!!
E assim soube que meu "milagre" foi fazer a Moribunda partir em paz.
Aprendia um pouco mais na caminhada de jovem padre.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O Batizado - Foz do Iguaçu 2009.
Após a missa dominical, me dirigi aos presentes para fazer a palestra e logo em seguida oficiar o batismo. Havia um só batizando. Cumprimentei os pais e padrinhos. Notei que os pais da criança me pareciam conhecidos.
Perguntei se eles já conheciam nossa Igreja.
Sim, respondem. Já até fizemos um batizado com o senhor.
Eu perguntei, mas faz muito tempo?
- Não.
E torno a indagar, e onde está o filhinho de vocês que eu batizei da outra vez?
A mãe logo me informa.
- Mas Senhor Bispo, foi este aqui.
E eu insisto: E quem será batizado hoje?
- O Pai diz: Este mesmo, (fico assustado sem nada entender) e ele continua: É que aqueles padrinhos não prestavam e tivemos que trocar, dai que queremos batizar de novo o nosso filho.
Foi dificil explicar que isso era impossível. Fiz a consagração da criança inocente a Nossa Senhora Aparecida e todos sairam contentes e satisfeitos.
Perguntei se eles já conheciam nossa Igreja.
Sim, respondem. Já até fizemos um batizado com o senhor.
Eu perguntei, mas faz muito tempo?
- Não.
E torno a indagar, e onde está o filhinho de vocês que eu batizei da outra vez?
A mãe logo me informa.
- Mas Senhor Bispo, foi este aqui.
E eu insisto: E quem será batizado hoje?
- O Pai diz: Este mesmo, (fico assustado sem nada entender) e ele continua: É que aqueles padrinhos não prestavam e tivemos que trocar, dai que queremos batizar de novo o nosso filho.
Foi dificil explicar que isso era impossível. Fiz a consagração da criança inocente a Nossa Senhora Aparecida e todos sairam contentes e satisfeitos.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O ALMOÇO. Crato. 1988.
Havia pouco mais de um ano que eu fora ordenado Sacerdote. Fui indicado por Dom José Eustáquio, meu amigo e Bispo do Maranhão, para oficiar um casamento em Juazeiro do Norte. Após uma noite de viagem cheguei naquela cidade, feliz por celebrar o casamento e também pela oportunidade de rever a familia de Dona Judith e do Sr. Antônio Fulgêncio, na cidade vizinha, o CRATO.
Assim no dia seguinte a cerimõnia religiosa, fui com alegria recebido pela família Fulgêncio de Lima e logo de cara, Dona Judith me questionou sobre minha opção para o Menu do almoço;
- Galinha cozida ou assada?
Fiquei sem jeito e simplesmente disse; - Qualquer opção, gosto dos dois jeitos. Ela insistiu, uma, duas, dez vezes.
Eu sempre dando a mesma resposta. Até que tomei coragem e disse:
- Pode ser cozida.
Ao que ela retrucou: Vai comer assada, pois só temos desse tipo.
Confesso que tentei manter a pose, mas a risada geral de seus filhos, me fez rir daquela situação. Era o estilo de Dona Judith em ação.
Assim no dia seguinte a cerimõnia religiosa, fui com alegria recebido pela família Fulgêncio de Lima e logo de cara, Dona Judith me questionou sobre minha opção para o Menu do almoço;
- Galinha cozida ou assada?
Fiquei sem jeito e simplesmente disse; - Qualquer opção, gosto dos dois jeitos. Ela insistiu, uma, duas, dez vezes.
Eu sempre dando a mesma resposta. Até que tomei coragem e disse:
- Pode ser cozida.
Ao que ela retrucou: Vai comer assada, pois só temos desse tipo.
Confesso que tentei manter a pose, mas a risada geral de seus filhos, me fez rir daquela situação. Era o estilo de Dona Judith em ação.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Obrigado pela Vida.
Uma canção de Violeta Parras, diz "GRACIAS A LA VIDA, QUE ME HA DADO TANTO". É essa a frase que me vem a cabeça hoje, dia em que tenho a ventura de completar 46 anos de vida.
Agradeço a VIDA, de fato ganhei muito nesses 46 anos. Primeiro ganhei pais maravilhosos, irmãos fabulosos, uma família que sempre me foi motivo de orgulho. Quantos amigos, quantas pessoas generosas que me ajudaram, apoiaram e sobretudo me ensinaram a amar. Só tenho a agradecer.
Também a VIDA me foi pródiga, ganhei vários pais, mães e inúmeros irmãos e irmãs. Aos sete anos ganhei toda uma nova família que me adotou em Viçosa do Ceará. Que saudades sinto até hoje de Francisco e Firmina, os quais foram tão importantes para mim quanto Manoel e Raimunda e Francisco Brasil e Adelaide, meus avós biológicos. Mães foram também várias, ao lado de D. SULA, Deus me deu D. Amanda, D. Letícia, Irmã Ernesta, etc.
Não posso escrever o nome de tantos irmãos, pois são quase infinitos. Morei em 33 casas, e em Quatro Estados do Brasil: Ceará, Goiás, Piaui e Paraná.
Ordenado Sacerdote e sagrado Bispo, estive nesse tempo, 24 anos totalmente voltado ao serviço do Culto Divino e dos Irmãos. Quantas vidas, pude participar, ora casando a uns, batizando outros, crismando os jovens, etc. Somente o OBRIGADO a Vida pode dizer de minha Gratidão a DEUS.
Agradeço a VIDA, de fato ganhei muito nesses 46 anos. Primeiro ganhei pais maravilhosos, irmãos fabulosos, uma família que sempre me foi motivo de orgulho. Quantos amigos, quantas pessoas generosas que me ajudaram, apoiaram e sobretudo me ensinaram a amar. Só tenho a agradecer.
Também a VIDA me foi pródiga, ganhei vários pais, mães e inúmeros irmãos e irmãs. Aos sete anos ganhei toda uma nova família que me adotou em Viçosa do Ceará. Que saudades sinto até hoje de Francisco e Firmina, os quais foram tão importantes para mim quanto Manoel e Raimunda e Francisco Brasil e Adelaide, meus avós biológicos. Mães foram também várias, ao lado de D. SULA, Deus me deu D. Amanda, D. Letícia, Irmã Ernesta, etc.
Não posso escrever o nome de tantos irmãos, pois são quase infinitos. Morei em 33 casas, e em Quatro Estados do Brasil: Ceará, Goiás, Piaui e Paraná.
Ordenado Sacerdote e sagrado Bispo, estive nesse tempo, 24 anos totalmente voltado ao serviço do Culto Divino e dos Irmãos. Quantas vidas, pude participar, ora casando a uns, batizando outros, crismando os jovens, etc. Somente o OBRIGADO a Vida pode dizer de minha Gratidão a DEUS.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
RIO DE JANEIRO
Nos últimos dias temos visto pela TV as notícias sobre o Rio de Janeiro. notícias lamentáveis. Mas me surge uma pergunta. Por que só agora o ESTADO reagiu?
Foi uma reação aos incêndios dos bandios. E isso prova que para agir o ESTADO teve que ficar intimidado pelos marginais. Aonde vamos parar?
Foi uma reação aos incêndios dos bandios. E isso prova que para agir o ESTADO teve que ficar intimidado pelos marginais. Aonde vamos parar?
terça-feira, 2 de março de 2010
Missal
A Igreja tem uma Comissão de Liturgia, que agora está encarregada da segunda edição do Missal Brasileiro. Não é uma tarefa das mais fáceis, mas que é assumida com amor e dedicação por seus três membros: Dom Áurio, Dom Ademir e eu.
Qualquer sugestão é bem vida.
Qualquer sugestão é bem vida.
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